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Dislipidemia em Adolescentes Brasileiros

February 13, 2019

Um estudo recente realizado no Rio de Janeiro constatou que muitos adolescentes brasileiros estão acima do peso e com níveis elevados de triglicerídeos no sangue.

 

 

Foram avaliados 239 adolescentes de 12 a 18 anos de ambos os sexos. Avaliado o perfil lipídico e sua associação com os indicadores antropométricos: índice de massa corporal e circunferência da cintura. Para as análises estatísticas foi utilizado nível de significância de 5%. Os adolescentes com obesidade apresentaram valores médios de HDL-colesterol significativamente menores (44,7 mg/dl vs. 53,9 mg/dl; p < 0,001) e triglicerídeos maiores (109,6 mg/dl vs. 87,3 mg/dl; p = 0,01). As alterações com maior prevalência foram HDL-colesterol baixo (50,6%), hipercolesterolemia (35,1%) e hipertrigliceridemia (18,4%).

 

Foi possível observar associação negativa do HDL-colesterol com o índice de massa corporal e associação positiva dos triglicerídeos com o índice de massa corporal, mesmo após ajuste para gênero e cor da pele. 

 

Exposição precoce à obesidade favorece maiores riscos de fatores cardiovasculares como dislipidemias. O controle destes fatores deve receber atenção, sendo importante o diagnóstico precoce da dislipidemia principalmente se associada a outro risco cardiovascular, para desenvolvimento de estratégias de intervenção. 

 

Saiba um pouco mais sobre Dislipidemias

 

A dislipidemia é caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue. Colesterol e triglicérides estão incluídos nessas gorduras, que são importantes para que o corpo funcione. No entanto, quando em excesso, colocam as pessoas em alto risco de infarto e derrame.

 

Incidência: muito comum

Casos por ano: mais de 2 milhões (Brasil)

A dislipidemia aumenta a chance de entupimento das artérias (aterosclerose) e de ataques cardíacos, acidente vascular cerebral ou outros problemas circulatórios, especialmente em fumantes. Em adultos, geralmente é relacionada a obesidade, alimentação inadequada e falta de exercícios.

A dislipidemia geralmente não causa sintomas.

Uma dieta saudável, exercícios físicos e medicamentos hipolipemiantes podem ajudar a prevenir complicações.

Existem 2 tipos de dislipidemias, as primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética. As secundárias podem ser decorrentes de outras doenças - o diabetes descompensado, por exemplo - e também podem ser originadas pelo uso de medicações – diuréticos, betabloqueadores e corticoides. Situações como o alcoolismo e uso de altas doses de anabolizantes também podem alterar o perfil lipídico.

A obesidade tem influência significativa no metabolismo lipídico e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento.

 

 

Veja abaixo a tabela 1 do artigo, expõe os achados: Média e desvio padrão das características antropométricas e do perfil lipídico da amostra total e estratificado por gênero

 

 

Palavras-chaves: Hiperlipidemias; Adolescente; Obesidade; Sedentarismo; Antropometria; Doenças Cardiovasculares; Fatores de Risco.

 

Dislipidemia em Adolescentes Atendidos em um Hospital Universitário no Rio de Janeiro/Brasil: Prevalência e Associação

Dyslipidemia in Adolescents Seen in a University Hospital in the city of Rio de Janeiro/Brazil: Prevalence and Association
 

Autoria: Nathalia Pereira Vizentin, Paula Mendonça Santos Cardoso, Camila Aparecida Gomes Maia, Isabela Perez Alves, Gabriel Lunardi Aranha, Denise Tavares Giannini

Arq Bras Cardiol. 2019; 112(2):147-151

SBC Cardiol Revista - Fevereiro, 2019 | Vol. 112 Nº 2

 

Artigo: http://www.gnresearch.org/doi/10.5935/abc.20180254

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